Tecnologia da Gebana para controle sustentável de plantas daninhas é validada com apoio do Senai Paraná

CASES20/04/2026
Equipamento da Gebana permite manejo mecânico preciso no plantio direto, sem uso de herbicidas químicos
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O desenvolvimento de soluções para a agricultura orgânica ganhou um importante avanço com a validação de uma tecnologia voltada ao controle mecânico de plantas daninhas em sistemas de plantio direto sob manejo orgânico (SPDO), especialmente voltado à produção de grãos orgânicos, como soja e milho.

A iniciativa, liderada pela Gebana – Cataratas do Iguaçu Produtos Orgânicos, contou com o apoio do Senai Paraná em etapas estratégicas do projeto.

A tecnologia, já desenvolvida previamente pela empresa, inclusive com patente , foi submetida a um processo de validação com foco na aplicação em campo e na avaliação de melhorias operacionais, como a redução de peso do equipamento e o ganho de eficiência no manejo.

Instalado em trator, o equipamento atua com precisão entre as linhas da cultura, eliminando plantas daninhas sem revolver o solo nem comprometer a palhada. A solução se apresenta como uma alternativa ao uso de herbicidas químicos, prática incompatível com sistemas orgânicos, contribuindo para a preservação da estrutura do solo e para a sustentabilidade da produção.

Ao longo do projeto, o Senai Paraná atuou na coordenação das atividades, com destaque para a gestão financeira e o suporte técnico às etapas de validação. Participaram da iniciativa o Instituto Senai de Tecnologia em Metalmecânica e o Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação, além das empresas Schemaq Indústria de Implementos Agrícolas e Appelt Indústria e Comércio de Equipamentos.

Sistema intercambiável

Entre os diferenciais da tecnologia está o sistema intercambiável, que permite a utilização de três tipos distintos de implementos, cada um baseado em uma técnica específica de controle mecânico. O equipamento também possibilita o ajuste da distância entre os módulos, facilitando a adaptação às diferentes larguras de entrelinhas das lavouras.

O projeto também considerou aspectos de segurança e ergonomia. A cabine do operador foi desenvolvida conforme normas como ROPS e FOPS, garantindo proteção em caso de tombamento e queda de objetos. Itens como controle de temperatura e redução de vibração foram incorporados para melhorar as condições de operação no campo.