Programa de Residência em IA entra na reta final e impulsiona inovação no cooperativismo do Paraná

Notícias10/07/2026
Promovido pelo Hub de IA Senai Paraná Cooperativo, programa conclui mais uma etapa com apresentação de projetos voltados à automação, análise de dados e visão computacional
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Representantes de 38 cooperativas paranaenses participaram de mais uma etapa estratégica do Programa de Residência em Inteligência Artificial promovido pelo Hub de IA Senai Paraná Cooperativo, uma parceria entre o Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, e o Senai PR. O encontro, realizado recentemente, marcou o sexto e último encontro presencial da iniciativa e reuniu profissionais, especialistas e residentes para apresentar os avanços dos projetos desenvolvidos ao longo dos últimos meses, consolidando conhecimentos e preparando o grupo para a fase final da formação. 

Durante o evento, foi iniciada a disciplina de Seminários em Inteligência Artificial, penúltima etapa da pós-graduação do UniSenai PR, vinculada ao programa. A atividade tem como objetivo ampliar a visão dos participantes sobre as possibilidades de aplicação da tecnologia por meio da apresentação de casos reais, tendências e experiências já implementadas em diferentes contextos organizacionais.

Um dos momentos de maior destaque foram as duas edições do Pitch Day.Na ocasião, os residentes apresentaram os resultados do terceiro ciclo de desenvolvimento dos projetos, compartilhando avanços, aprendizados e perspectivas para os próximos meses. As apresentações permitiram que as cooperativas acompanhassem a evolução das soluções e fortalecessem a troca de experiências entre diferentes segmentos do cooperativismo.

 

Troca de experiências

A diversidade de participantes é um dos diferenciais da iniciativa. Com representantes de 38 cooperativas, o programa reúne diferentes realidades, desafios e oportunidades de aplicação da Inteligência Artificial. Essa pluralidade favorece a construção de soluções mais aderentes às necessidades do setor, ao mesmo tempo em que estimula a colaboração e o compartilhamento de conhecimentos entre organizações com perfis distintos.

Segundo Silvana Mali Kumura, coordenadora do Hub de IA do Senai Paraná, o ambiente colaborativo criado pelo programa é um dos fatores que potencializam os resultados alcançados pelas cooperativas. “Ao longo da residência, os participantes são incentivados a compartilhar experiências, colaborar com projetos de outras cooperativas e disseminar os aprendizados construídos durante a jornada. Isso faz com que as soluções desenvolvidas gerem impacto não apenas em uma organização, mas contribuam para fortalecer todo o ecossistema cooperativista”, afirma.

Os desafios trabalhados ao longo da residência refletem demandas concretas enfrentadas pelas cooperativas em suas operações diárias. Entre os temas priorizados estão a automação de processos, o uso estratégico de dados e o desenvolvimento de ferramentas capazes de aumentar a eficiência, a segurança e a capacidade de inovação das organizações.

Os projetos contemplam diferentes áreas de atuação, incluindo saúde, agronegócio e setor financeiro. Entre as iniciativas apresentadas estão aplicações baseadas em grandes modelos de linguagem (LLMs), voltadas à organização do conhecimento, consultas internas e automação de atividades, além de soluções de visão computacional destinadas à inspeção visual, classificação de imagens e identificação automatizada de padrões.

Um dos exemplos discutidos durante o programa envolve a utilização de visão computacional para avaliação da qualidade de grãos de soja. A tecnologia permite tornar o processo mais ágil, padronizado e confiável, reduzindo a dependência de análises exclusivamente manuais e ampliando a capacidade de tomada de decisão baseada em dados.

Além do desenvolvimento tecnológico, a iniciativa tem como objetivo formar profissionais preparados para conduzir processos de inovação dentro das cooperativas. Durante os 24 meses de formação, os participantes contam com acompanhamento de especialistas e mentores que apoiam desde a definição dos desafios até a validação das soluções desenvolvidas.

Agora, o programa entra em sua reta final. Com a conclusão do terceiro ciclo, os participantes iniciam a quarta e última fase da residência, que corresponde aos cinco meses finais da formação. Nesse período, as cooperativas poderão aprofundar os projetos já desenvolvidos, incorporar novas tecnologias e validar protótipos com potencial de aplicação prática em suas operações.

Para Leonardo Goschi Sanches, líder técnico do programa, o legado da iniciativa vai além das soluções entregues ao final do programa. “Nosso objetivo é formar profissionais capazes de compreender as particularidades do cooperativismo, identificar oportunidades de aplicação da Inteligência Artificial e transformar desafios reais em projetos de inovação. Esse conhecimento permanece dentro das cooperativas e contribui para acelerar a transformação digital do setor”, destaca.

Ao concluir a residência, os participantes receberão o título de especialistas em Inteligência Artificial Aplicada à Indústria, levando para suas organizações não apenas conhecimento técnico, mas também experiência prática acumulada ao longo de dois anos de desenvolvimento de projetos.