Afinal, o que é eletromobilidade?

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Valério M. Marochi - Coordenador Técnico do Centro de Mobilidade Sustentável e Inteligente do Sistema Fiep
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Nos últimos vinte anos, o aumento da frota de veículos e os problemas de transporte, aliados ao crescimento acelerado das cidades têm sido uma das grandes preocupações de gestão pública no mundo todo. Dentre os principais problemas estão: a sobrecarga das vias e limitação do fluxo, a poluição atmosférica, sonora e visual e os acidentes de trânsito, impactando na saúde, na segurança e no bem-estar da sociedade. Uma das soluções para estes problemas é a adoção da eletromobilidade, possível graças aos avanços e descobertas tecnológicas que estamos vivenciando e a uma visão sustentável do uso dos transportes. 

Mobilidade Urbana

A palavra mobilidade não é sinônimo de transportes, porém, a partir de 2012, passou a ser usada para referir-se à forma e aos meios utilizados pela população para se deslocar dentro do espaço urbano, considerando a organização do território, o transporte de pessoas e mercadorias e os meios de transporte utilizados. Sendo assim, quando falamos de eletromobilidade, estamos considerando os veículos híbridos e elétricos (desde hoverboards até caminhões), a infraestrutura e todas as tecnologias que dão suporte ao desenvolvimento e utilização destes sistemas.

Car port fotovoltaico Sistema Fiep

Carport fotovoltaico com postos de recarga para veículos.

 Neste sentido, no Brasil, foi aprovada em 2012 a lei nº 12.587/2012, que define a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), objetivando a integração entre os meios de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas nas cidades. Nesta mesma lei consta o “incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico e ao uso de energias renováveis e menos poluentes”, que coloca a eletrificação veicular na lista das possíveis soluções para os problemas da mobilidade. 

A Eletromobilidade no Brasil

No Brasil, a eletromobilidade é uma gangorra difícil de prever para que lado penderá. Isto porque há aspectos extremamente positivos e incentivadores, enquanto há problemas e particularidades que atrasam esse novo conceito.

eletromobilidade-brasil

 

Ou seja, a implantação da eletromobilidade não será tarefa fácil num ambiente tão diverso e adverso, exigindo propostas e soluções muito específicas. Embora já seja uma realidade em muitos países, a maioria dos motivos que os levaram à eletrificação veicular não existem no Brasil, como restrições severas a níveis de emissões e escassez de recursos. Mesmo assim, há iniciativas e movimentos despontando no país que demonstram interesse, da indústria, dos governos, e da própria população, em tornar a mobilidade mais sustentável. Apesar da imprevisibilidade do futuro, é possível listar alguns exemplos desses movimentos:

  • Maior participação das energias renováveis na matriz energética do país;
  • Criação de leis, incentivos fiscais e subsídios voltados para a eletrificação e mobilidade sustentável;
  • Maior adesão da população aos veículos levíssimos eletrificados (hoverboards, patinetes, bikes elétricas, etc.);
  • Investimentos das cidades em planejamento e reestruturação de vias, calçadas e ciclovias;
  • Incentivo ao uso consciente e sustentável dos transportes, ampliando e melhorando os serviços de transporte público coletivo e de compartilhamento veicular (car sharing).
  • Chegada de novos modelos híbridos e elétricos. 

  Obviamente, todas estas mudanças exigirão muito trabalho e mudarão a maneira como entendemos e utilizamos os meios de transporte. Mas este é um caminho sem volta, independente da velocidade com que nós o trilharemos, e as vantagens são inegáveis, tanto do ponto de vista ambiental quanto da qualidade de vida.

Fonte: Car Stereo Tech

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