Protium Dynamics firma parceria internacional para acelerar projetos de hidrogênio na mobilidade

A Protium Dynamics assinou recentemente um memorando de entendimento com parceiros internacionais e nacionais para acelerar o desenvolvimento de soluções em hidrogênio aplicadas à mobilidade e à descarbonização industrial no Brasil e na América Latina. O acordo reúne competências complementares ao longo de toda a cadeia — da engenharia e integração de sistemas até infraestrutura, componentes e aplicações comerciais.
A iniciativa da parceria com a FTXT, empresa subsidiária de hidrogênio da GWM, que trazem experiência consolidada em células a combustível, mobilidade e industrialização de tecnologias, além da H2helium, empresa brasileira de consultoria, desenvolvimento e estruturação de projetos de hidrogênio e energias renováveis. O memorando também dialoga com o ecossistema do Parque Tecnológico da Indústria, ambiente que conecta pesquisa aplicada, indústria e inovação.
Segundo o CEO da Protium Dynamics, Igor Zornitta Zanella, a motivação central da parceria está na convergência de competências capazes de acelerar a aplicação prática do hidrogênio. “A parceria nasce da convergência entre empresas com competências complementares para acelerar aplicações reais de hidrogênio no Brasil e na América Latina”, afirma. Ele destaca que o foco está em projetos tecnicamente seguros, economicamente viáveis e com potencial de escala, especialmente no setor de mobilidade.
O memorando mira principalmente aplicações onde o hidrogênio pode ter vantagem competitiva em relação à eletrificação por baterias, como transporte pesado, frotas cativas e operações de ônibus e caminhões em rotas específicas. Nesse contexto, o desafio não é apenas tecnológico, mas sistêmico.
Zanella chama atenção para a complexidade do ecossistema necessário para viabilizar a tecnologia em larga escala. “O maior desafio além da viabilidade financeira no cenário atual de custos e desenvolvimento do mercado é integrar a cadeia completa: produção, armazenamento, distribuição, abastecimento, segurança, operação e manutenção”, explica.
A parceria também aposta no papel de players internacionais para acelerar a curva de aprendizado do setor. De acordo com o executivo, a experiência industrial de parceiros chineses pode reduzir o tempo de maturação de projetos no Brasil. “Essas empresas trazem experiência relevante em industrialização, células a combustível e aplicações comerciais de hidrogênio, o que pode acelerar projetos-piloto e ampliar o acesso a tecnologias mais maduras”, afirma.
O memorando prevê os próximos passos em torno da definição de casos de uso prioritários, análise de viabilidade técnico-econômica e estruturação de projetos-piloto. A estratégia, segundo Zanella, é pragmática: começar por aplicações com demanda clara e operação previsível, onde o custo total da solução e a eficiência operacional sejam determinantes para a viabilidade.
“A viabilidade não depende apenas do custo do hidrogênio, mas do custo total da solução, da eficiência operacional e do modelo de negócio”, resume o CEO.