Startups aceleradas pelo Sistema Fiep estão contratando novos funcionários mesmo em meio à pandemia

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Crescimento das startups foi impulsionado por novas necessidades das indústrias e de outras empresas neste momento de crise
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Mesmo em meio à pandemia de COVID-19, o ecossistema de inovação continua a pleno vapor e está, inclusive, crescendo. Das 18 startups aceleradas pelo Sistema Fiep, pelo menos metade contratou novos funcionários desde o início das medidas de isolamento social - e algumas pretendem continuar contratando. A maioria delas teve seu crescimento impulsionado por novas necessidades das indústrias, que veem as startups como grandes aliadas para encontrar soluções rápidas para demandas que apareceram em meio a essa crise.

“A pandemia, como não poderia ser diferente, afetou duramente algumas de nossas startups, porém outras têm crescido fortemente. Para nós da Aceleradora, esses dois resultados permitem preparar melhor as startups em aceleração, uma vez que enxergamos claramente as caraterísticas de negócios e dos empreendedores que levaram ao crescimento mesmo num cenário tão adverso”, comenta Felipe Couto, Gerente de Inovação e Produtividade do Sistema Fiep.

De acordo com Priscila Tiê Assahida, Líder da Aceleradora Sistema Fiep, as startups que mais tiveram oportunidades de crescimento durante essa crise foram as FoodTechs (alimentação), AgTechs (agronegócio), HealthTechs (saúde) e EdTechs (educação online), por trabalharem com áreas que sofreram mais impactos e, portanto, tiveram de se adaptar mais nessa crise. “Apesar de essas áreas terem sido mais demandadas, há espaço para todas as startups que saibam se adaptar a essa nova realidade. Por isso, não foram só elas que conseguiram alavancar seus negócios neste momento”, analisa Priscila.

A opinião da consultora é compartilhada por Felipe Wotecoski, CEO da Hidreo energy solutions, uma das startups aceleradas pelo Sistema Fiep que realizou contratações durante a pandemia. “Sorte só acontece para quem está preparado. Os principais diferenciais do ‘jeito startup de ser’ são a agilidade e a flexibilidade. Pensando como startup, a gente é obrigado a se movimentar rápido, buscar soluções rápidas, a alterar o que a gente está fazendo de maneira ágil. Então, num momento como este, no qual as empresas precisam se reinventar, por um lado para continuar existindo, e de outro lado, para resolver problemas novos, essa agilidade da startup se torna ainda mais importante. Com isso, muitas outras empresas estão querendo se conectar com as startups”, avalia. Durante a pandemia, a Hidreo energy solutions, que trabalha na área de energia, já contratou três profissionais e está com mais duas vagas abertas, com a possibilidade de abertura de mais duas. “Especialistas apontam que a energia é o maior problema que a humanidade tem para resolver nos próximos 50 anos, ficando à frente até mesmo do fornecimento de alimentos e água potável”, explica Felipe. 

Mais oportunidades em outras startups

Outra startup acelerada pelo Sistema Fiep que também realizou contratações durante a pandemia é a Central de Materiais. Antes do início das medidas de isolamento social, a empresa contava com 11 colaboradores, agora já contratou três e está com mais quatro vagas prestes a serem abertas. “Com isso, passaremos a 18 colaboradores, o que representa um crescimento de quase 80%”, diz Marcio Léo Danielewicz, CEO da Central de Materiais. A startup, que desenvolveu uma plataforma de marketplace para auxiliar a venda de equipamentos sem uso, teve grande procura por diversas empresas nesse período. “A pandemia deu celeridade à necessidade de algumas empresas em buscar fluxo de caixa por meio da venda de itens que não estavam mais utilizando, aliada a um mercado que continuou comprador. Batemos recordes de vendas e faturamento nos meses de maio e junho”, explica.

Especializada no desenvolvemos de soluções digitais para a esfera de Saúde e Segurança do Trabalho, a SafetyTec é outra startup acelerada pelo Sistema Fiep que teve crescimento durante a pandemia. Antes da COVID-19, a empresa contava com quatro profissionais, agora já contratou mais dois e está para abrir mais uma vaga, quase dobrando seu quadro de funcionários. “O nosso mercado é muito tradicionalista e quase que predominantemente offline. A pandemia trouxe não somente uma mudança de percepção de empregados e empregadores acerca da proteção ao trabalho e ao trabalhador, mas muitos fornecedores deste mercado resolveram explorar melhor a esfera digital. Isso fez com que abríssemos mais posições na empresa, algumas estratégicas como analista de dados”, conta Thiago Avelino, Co-Founder & CEO da SafetyTec. 

Novos negócios que surgiram com a COVID-19

Em meio às novas demandas que surgiram com a chegada da COVID-19 ao Brasil, outras duas startups aceleradas pelo Sistema Fiep conseguiram desenvolver soluções para combate à doença, abrindo a possibilidade para novos negócios e contratações. Uma delas é a GTI, que trabalha com Internet das Coisas Industrial (IIoT) e criou um sistema de triagem de temperatura corporal para atender a demanda principalmente das indústrias, utilizando o conhecimento que já tinham de sensoriamento IoT de equipamentos para monitorar temperatura das pessoas. Com isso, a startup está passando de cinco para sete colaboradores, com as duas novas contratações que está realizando. “Nossas soluções estão focadas na retomada das atividades com monitoramento e controle da COVID-19 e com redução dos custos industriais pela eficiência com retorno sobre investimento (ROI)”, explica Maurício Roberto Doebeli, CEO da GTI.

A Lince, por sua vez, também fez duas contratações no período e pretende ampliar ainda mais sua equipe. “Devemos contratar mais, à medida que for aumentando a demanda dos novos produtos e as demandas dos nosso robôs estiverem retomando”, garante Leonardo Alvarez, fundador da Lince. A startup trabalha com robótica aplicada na movimentação de cargas na indústria e, durante a pandemia, desenvolveu projetos específicos para enfrentamento da COVID-19. “Esses novos produtos são o case de descontaminação de celulares e o totem que faz triagem para quem ingressa em um local, combinando a validação de máscara e a verificação de temperatura, além de ter um dispenser de álcool gel acionado pelo pé”, explica.