Sistema construtivo pré-moldado permite construção de tanques de tratamento de água e saneamento mais econômicos

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Em parceria com Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Estruturas, empresa utiliza tecnologia já existente aprimorada em um novo negócio
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Em um mundo cada vez mais competitivo, que exige maior produtividade com menor custo e desperdício, a adaptação de processos existentes para criar novos produtos pode ser uma boa solução para potencializar negócios e se destacar no mercado. Foi pensando nisso que uma empresa de Porto Alegre decidiu aproveitar uma tecnologia que já dominava há bastante tempo para expandir seu portfólio. Com o suporte do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Estruturas, a Espaço Jardim passou a utilizar o sistema construtivo pré-moldado, que já era aplicado na execução de piscinas, para a construção de tanques de grandes dimensões para tratamento de água e saneamento.

“Um cliente nos perguntou por que não utilizávamos a mesma tecnologia das piscinas para construir tanques de armazenamento de água ou tratamento de água e saneamento. Para armazenamento foi fácil adaptar, mas como os tanques de saneamento são mais profundos nossa tecnologia não era suficiente e foi aí que pedimos o apoio do Senai para encontrar uma solução”, fala João Paulo Silva de Moura, que é sócio da Espaço Jardim, junto com Edson Dias e Silva. O empresário ainda conta que, após a conclusão do protótipo, a empresa já realizou a primeira venda de tanque de saneamento. Apesar de o carro-chefe da Espaço Jardim continuar sendo a piscina, a empresa ficou satisfeita com a possibilidade de expandir seus negócios.

De acordo com Nério Vicente Júnior, diretor do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Estruturas, com a tecnologia de construção tanques de saneamento com sistema construtivo pré-moldado também há uma grande economia de materiais, custos de produção e tempo de obra. “O principal processo de construção de reservatórios e estações de tratamento utiliza concreto armado, com uma robusta estrutura construída in-loco com formas provisórias de madeira, que recebem uma armadura de aço”, explica. “Esse sistema, embora muito utilizado, apresenta limitações quanto à velocidade de execução, alto uso de mão de obra no local, susceptibilidade ao clima chuvoso, desperdício de madeira e difícil controle de qualidade; ao contrário do sistema construtivo pré-moldado”, diz.

Para o gestor deste projeto de inovação, Pietro Ferreira, os resultados obtidos superaram as expectativas, pois além do produto em si, está sendo entregue uma gama de informações sobre o que há de melhor no mundo em relação a esse tipo de tanque pré-moldado.  “Para o Senai a contribuição é ímpar, pois tem seu nome ligado à uma tecnologia que entra no mercado para oxigenar a concorrência e trazer competitividade ao produto nacional, que é uma das missões dos Institutos de Inovação”, afirma. “Para a Espaço Jardim os ganhos não vem apenas pela parte econômica, que era uma premissa de projeto, mas também pelo valor agregado ao produto que atende às demandas com uma carga tecnológica maior que as soluções convencionais de mercado e com um custo competitivo”. Adicionalmente, com a aprovação do marco legal do saneamento foram abertas muitas portas para a inserção da tecnologia desenvolvida no projeto.

Com esse novo produto, desenvolvido em parceria com o ISI Engenharia de Estruturas, a Espaço Jardim pretende atender empresas públicas e privadas de saneamento de todo o país, além de indústrias que precisam de tratamento de resíduos e construtoras que fazem loteamentos e, por obrigatoriedade de legislação, construir sistema de tratamento de água e saneamento.

Sobre o ISI Engenharia de Estruturas

Com o objetivo de desenvolver pesquisas para diversas áreas, o Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Estruturas foi inaugurado em setembro de 2019 e conta com 3.800 m², estando integrado ao Instituto Senai de Tecnologia em Metalmecânica. O instituto foi instalado em Maringá devido ao grande potencial mercadológico regional, pelo fato de o Sistema Fiep já possuir o IST Metalmecânica e um Laboratório de Construção Civil na cidade e, também, para otimizar os recursos, concentrando os dois institutos no mesmo local.