Acessórios com tecnologia embutida, atendimento médico remoto e totem de triagem são desenvolvidos em Londrina

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Projetos foram selecionados pela chamada Saúde Tech, lançada pelo Senai no Paraná, em parceria com o Governo do Estado e a Fundação Araucária
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Em Londrina, no Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação, empresas estão desenvolvendo tecnologias para controlar a disseminação do Novo Coronavírus: um totem de triagem hospitalar de auto-verificação de saúde, um wearable para monitoramento da temperatura das pessoas, uma pulseira com GPS e uma plataforma de atendimento médico-paciente.

“Neste momento, vivemos uma grave crise gerada pela COVID-19, que tem trazido profundas consequências as pessoas e aos negócios. Já é possível perceber, além da busca por uma cura, significativas mudanças, principalmente pela necessidade do distanciamento social. É a inovação que viabiliza e possibilita as adaptações necessárias das relações e do comércio, que permitem uma nova dinamicidade, entrega de serviços eficiente e ágil, mesmo diante de todas as adversidades do momento em que vivemos e será a inovação que nos possibilitará viver um novo ciclo de prosperidade”, afirma Henry Carlo Cabral, gerente da unidade do Senai em Londrina.

Os projetos foram aprovados pela chamada Saúde Tech, promovida pelo Senai no Paraná, Governo do Estado e Fundação Araucária, e conta com o apoio do IST para serem desenvolvidos e aperfeiçoados. “O Senai apoia empresas de todos os portes por meio de sua rede de Institutos de Tecnologia e Inovação, com o objetivo de aumentar a produtividade e a competitividade da indústria brasileira e saúde e segurança dos trabalhadores”, explica Henry.

Conheça os projetos:

Colar para medição de temperatura

A empresa Perfil Térmico está desenvolvendo um wearable - um acessório - com tecnologia embutida. Trata-se de um colar inteligente que faz a medição contínua da temperatura das pessoas. “Já trabalhamos com monitoramento contínuo de temperatura de máquinas via internet das coisas há 4 anos. Vendo que a febre é o principal sintoma da COVID-19, a adaptação pareceu óbvia”, conta Claudio H. Goldbach, CEO da Perfil Térmico.

O wearable já está sendo testado na planta da Arcelor Mittal Vega. São 21 profissionais da medicina do trabalho e bombeiros que estão sendo constantemente monitorados a fim de permitir o rápido diagnóstico e afastamento preventivo em caso de aumento de temperatura corporal. Além de aprovados pela chamada Saúde Tech, este projeto tem apoio técnico e institucional da Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII).

Aplicativo para telemedicina

A telemedicina já era amplamente utilizada no mundo todo, porém no Brasil ainda não era autorizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Com a pandemia, o CFM e a ANS autorizaram, permitindo que o médico atenda seu paciente em qualquer horário ou local, porém, seguindo regras de sigilo e confidencialidade. Para ter essa segurança, não é possível usar aplicativos comuns para vídeo chamada, como Whatsapp, Skype etc, pois não garantem sigilo de dados. Então, a startup ConsultaMe decidiu desenvolver um aplicativo que garante a segurança dos dados e pode ser integrado a sistemas de prontuário eletrônico.

“No cenário de pandemia, a necessidade de atendimento ficou ainda maior. Para permitir o atendimento sem o contato físico, criamos o ConsultaMe, um app que integra o ciclo completo de uma consulta via telemedicina: agendamento, pagamento, confirmação do agendamento, atendimento por vídeo chamada e envio de receitas e exames assinados digitalmente, tudo criptografado, com segurança e confidencialidade de dados”, explica  Caroline Tatim Saad, CEO da startup.

Totem de auto verificação

Daily Health Check: esse é o nome do totem de auto-verificação de saúde da startup dod. Neste, há um sensor térmico e um chatbot, além de identificar a ausência de máscara de proteção e gerar dados sobre como as pessoas se relacionam com o ambiente, podendo detectar aglomeração de pessoas através da análise de ocupação e distanciamento social de determinadas áreas. O totem faz uso de ciência de dados e inteligência artificial para alimentar um histórico de detecção de sintomas e gerar predições correlacionando com registros de contágio, de bases públicas. Ele auxilia na triagem de pessoas sintomáticas do COVID-19, reduzindo tempo de espera, aglomeração, dependência humana e constrangimento sendo capaz de fazer isso sem contato físico.

“A pandemia do Novo Coronavírus despertou um incrível movimento global de colaboração, o que nos levou a perceber que nossa tecnologia, de alguma maneira, pode contribuir com o combate ao vírus, e tornar o mundo um lugar mais seguro. Também vimos que ainda há no Brasil uma escassez de soluções para frear a pandemia, o que nos levou a acelerar na criação de um produto com essa finalidade”, conta Rufo Paganini, Founder e CEO da dod.

 

Sobre o Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação

Equipado com laboratórios e equipamentos de última geração, o Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação colabora para a inclusão das indústrias brasileiras em um dos setores mais promissores no cenário nacional e internacional, atendendo empresas de todos os portes. Localizado na cidade de Londrina, presta serviços para indústrias de todo o país.

O Instituto é homologado pela SOFTEX (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro) como entidade implementadora da Melhoria de Processo do Software Brasileiro - MPS.Br e credenciado pelo MCTI (Ministério Ciência Tecnologia e Inovação). Isso confirma a competência da equipe qualificada, apta para atender as necessidades da indústria e especializada na prestação de serviços técnicos de consultoria e auditoria.