Empresa de Londrina desenvolve solução para organização de fluxos internos de unidades de saúde

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Projeto conta com apoio do Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, por meio da chamada Saúde Tech
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Com a disseminação do Novo Coronavírus no Brasil, surgem novas necessidades em todos os setores da economia, em especial na área da saúde. Um desses principais gargalos é a gestão dos hospitais e unidades de saúde para atender aos pacientes de COVID-19 de maneira segura e organizada.

Pensando nisso, a empresa Benazzi Engenharia, em conjunto com a Habituè Arquitetura, e apoio do Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, localizado em Ponta Grossa, está desenvolvendo um projeto com uso da tecnologia Building Information Modeling (BIM) que servirá para otimização de layout de hospitais e outros estabelecimentos de saúde já construídos ou em fase de projeto. Selecionado pela chamada Saúde Tech, trata-se de uma ferramenta de gestão de fluxos de pacientes, funcionários, insumos, rouparia e resíduos dentro dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS), que recebem pacientes suspeitos ou diagnosticados com COVID-19.

“Um dos grandes desafios no enfrentamento da COVID-19 é minimizar o risco de contágio dentro das próprias unidades de saúde. Diante disso, o projeto traz uma solução para a realização de análises e simulações de fluxos dentro dos hospitais, bem como possibilidade de programação de rotinas de higienização, nas rotas que forem utilizadas pelos mesmos”, explica Letícia da Costa Gonçalves, coordenadora do IST em Construção Civil. “Isso se tornará possível com o apoio do Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, que está dando apoio na elaboração de um manual e biblioteca de elementos para disponibilização ao público, de forma que a metodologia possa ser aplicada em qualquer unidade de saúde que precise”, completa.

“Essa ferramenta, desenvolvida em BIM, tem como objetivo auxiliar no gerenciamento e flexibilização dos fluxos e dos ambientes desses estabelecimentos, por meio de indicadores de tráfego assistencial, de pacientes/colaboradores e de apoio ao serviço prestado, a fim de controlar e evitar uma possível contaminação pela COVID-19”, explica Luciana Ferreira de Camargo Duarte, sócia-administradora da Benazzi Engenharia.

De acordo com ela, entre os benefícios da ferramenta, destacam-se a prevenção e redução do índice de contaminação pela COVID-19 dentro dos estabelecimentos de saúde; devido à identificação de fluxos cruzados que possam aumentar risco de contaminação e ao o gerenciamento dos processos internos, garantindo maior agilidade no atendimento ao paciente, seja na área assistencial, administrativa, de apoio, ou de serviços gerais.

A identificação e compreensão dos fluxos internos permite que eles sejam mapeados, agilizando a adequação dos ambientes dentro de uma EAS, uma vez que o mapeamento auxilia na flexibilidade e adequação dos espaços sem prejudicar o atendimento e a segurança do paciente.

Devido à possibilidade de modificar os parâmetros da ferramenta, outras grandes vantagens são: a possibilidade de replicar a ferramenta a estabelecimentos de diversas especialidades dentro da área da saúde que possuam projeto arquitetônico; a possibilidade de adaptar a ferramenta a outras situações e ser utilizada após a pandemia para prevenção de infecções e minimização de riscos biológicos.

Além das soluções em Building Information Modeling (BIM), o Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil dispõe de grande infraestrutura para prestação de serviços tecnológicos, para atendimento à exigências normativas e desenvolvimento de novos materiais e sistemas construtivos, bem como consultorias para melhoria de processos, entre outros, promovendo assim maior qualidade e produtividade para a cadeira da Construção Civil. As soluções vão de consultorias tecnológicas, serviços metrológicos e projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Sobre a Chamada Saúde Tech

Para promover o controle e combate à COVID-19, o Senai no Paraná em parceria com o Governo do Estado e com a Fundação Araucária lançaram a chamada Saúde Tech. Foram 10 projetos aprovados para serem desenvolvidos em Institutos Senai de Tecnologia e Inovação em todo o estado.